Dicas para Evitar Golpes e Fraudes Comuns em Viagens

Dicas para Evitar Golpes e Fraudes Comuns em Viagens

Você já imaginou perder seu celular, ter o cartão clonado ou pagar por um passeio que simplesmente não existe — tudo em plenas férias? Infelizmente, golpes contra turistas são mais comuns do que se pensa — especialmente em destinos movimentados, cidades históricas ou regiões com alta rotatividade de visitantes.

Mas fique tranquilo: a maioria dessas fraudes pode ser evitada com um pouco de atenção, preparo e conhecimento prévio. Viajar com segurança não significa viver com medo, e sim agir com consciência para proteger seu dinheiro, seus documentos e sua experiência.

Neste artigo, você vai descobrir os golpes mais frequentes contra turistas no Brasil e no exterior, entender como eles funcionam e — o mais importante — aprender dicas práticas e eficazes para se proteger antes, durante e depois da viagem. Tudo isso com linguagem simples, exemplos reais e orientações que qualquer viajante pode colocar em prática, mesmo na primeira viagem internacional.

Vamos juntos transformar sua próxima aventura em uma experiência segura, tranquila e inesquecível?


1. Golpes com Transporte: do táxi “amigável” à corrida falsa

Um dos primeiros contatos do turista com um destino novo costuma ser o transporte do aeroporto até o hotel — e é aí que muitos caem em armadilhas.

O golpe mais comum? O “táxi oficial” que não é oficial. Pessoas vestidas com uniformes falsos ou com placas com seu nome oferecem corridas a preços “especiais”… que, na verdade, são 3 ou 4 vezes mais caros que o normal. Outra versão: o taxista liga o medidor em modo noturno durante o dia ou dá voltas desnecessárias para aumentar a conta.

Dica prática:

  • No exterior, use aplicativos confiáveis (Uber, Bolt, Free Now) ou vá diretamente ao guichê de táxi credenciado no aeroporto;
  • No Brasil, prefira táxis com placa vermelha (comum) ou branca (turismo) e peça o comprovante de corrida;
  • Combine o valor aproximado antes de entrar no carro, especialmente em cidades onde o taxímetro não é usado.

Benefício concreto: você evita surpresas desagradáveis, economiza dinheiro e chega ao seu destino com tranquilidade — não com sensação de ter sido “roubado”.

Além disso, em destinos como Paris, Roma ou Istambul, há relatos de motoristas de “transfer” falsos que levam turistas para lojas parceiras antes do hotel. Sempre confirme o nome da empresa com seu hotel antes da chegada!


2. Golpes com Hospedagem: a reserva que some na hora H

Golpes com Hospedagem_ a reserva que some na hora H

Imagine chegar exausto após uma longa viagem, procurar seu hotel… e descobrir que sua reserva não existe. Esse golpe costuma acontecer em duas situações:

  1. Sites falsos de hospedagem que copiam a identidade visual de plataformas famosas (como Booking ou Airbnb), mas redirecionam pagamentos para contas próprias;
  2. Anfitriões fraudulentos que aceitam reservas, recebem o pagamento antecipado e, no dia da viagem, somem — ou alegam “problemas técnicos” para cancelar.

Como se proteger?

  • Nunca pague fora da plataforma oficial — nem por “desconto” ou “urgência”;
  • Verifique se o site tem cadeado no endereço (HTTPS) e CNPJ válido (no Brasil);
  • Leia avaliações recentes com atenção: golpistas costumam ter perfis novos e poucas avaliações;
  • No Airbnb, prefira anfitriões com “Superhost” e verificação de identidade.

História real: uma viajante brasileira perdeu R$ 1.200 ao reservar um “apartamento” em Lisboa por um WhatsApp. O local sequer existia. Não caia nessa!

Dica extra: ao chegar, tire foto do quarto e do imóvel. Isso serve como prova em caso de golpe ou problemas com reembolso.


3. Golpes com Passeios e Ingressos: quando a “oferta imperdível” é armadilha

Passeios são o coração da viagem — mas também um campo fértil para fraudes. Um dos golpes mais comuns é o vendedor ambulante que se passa por guia e oferece “excursões exclusivas” a preços baixos. O resultado?

  • O passeio não acontece;
  • É feito de forma clandestina (sem seguro);
  • Ou leva a lojas de “comissão”, onde você é pressionado a comprar souvenirs caros.

Em destinos como Machu Picchu, Cusco ou até Foz do Iguaçu, há relatos de ingressos falsificados vendidos na rua — que são recusados na entrada, deixando o turista sem visitar a atração.

Solução prática:

  • Compre ingressos somente em sites oficiais ou operadoras credenciadas;
  • Verifique se o guia tem crachá de identificação (obrigatório em parques nacionais e sítios históricos);
  • Desconfie de preços muito abaixo da média — turismo tem custo real.

Exemplo útil: no Parque Nacional do Iguaçu, o ingresso oficial custa cerca de R$ 70. Se alguém oferecer por R$ 30 “porque sobrou”, é golpe. Não existe ingresso “sobrando” em alta temporada!

Além disso, evite pagar o passeio inteiro adiantado. Muitas agências sérias cobram apenas uma taxa de reserva.


4. Golpes com Cartões e Dados Financeiros: o risco invisível

Seu cartão pode ser clonado sem você sair do hotel. Como? Através de:

  • Máquinas de cartão adulteradas em restaurantes ou mercados;
  • Wi-Fi público sem senha usado para roubar dados de apps bancários;
  • Recepções de hotel que fotografam seu cartão para “depósito de segurança” — e usam os dados depois.

Proteja-se com estas medidas:

  • Ative notificações de transações no app do seu banco;
  • Use um cartão pré-pago ou cartão de viagem com limite controlado;
  • Nunca digite senha em Wi-Fi público — use dados móveis ou um VPN confiável;
  • Ao entregar seu cartão, nunca perca de vista — peça para a máquina vir até você.

Dado preocupante: segundo o Banco Central, mais de 60% das fraudes com cartão no exterior ocorrem em países da Europa e América do Sul — justamente os mais visitados por brasileiros.

Dica de ouro: leve dois cartões de bancos diferentes e um pouco de dinheiro em espécie (em moeda local e dólares/euros como reserva). Assim, se um for clonado, você não fica “no prejuízo”.


5. Golpes com Distração: a carteira que desaparece em segundos

Esse é o mais antigo — e ainda eficaz. Em cidades movimentadas como Barcelona, Roma, Istambul ou até no centro do Rio de Janeiro, batedores de carteira usam técnicas de distração:

  • Jogam algo em você (pássaros, líquido, papel);
  • Fingem pedir ajuda (com um mapa ou bebê);
  • Ou simplesmente esbarram em multidões.

O objetivo? Enquanto você desvia a atenção, um cúmplice rouba seu celular, carteira ou mochila.

Como evitar?

  • Mantenha bolsos fechados e mochila na frente em locais lotados;
  • Use pochete ou money belt por baixo da roupa para documentos e cartões;
  • Nunca coloque celular na mesa de um café — segure-o ou guarde-o.

Analogia útil: pense em sua carteira como um filhote de cachorro. Você deixaria um filhote sozinho em uma praça cheia? Claro que não!

Além disso, evite exibir objetos de valor (relógios, joias, fones caros). Isso atrai atenção indesejada — mesmo em destinos considerados “seguros”.


6. Golpes Online Antes da Viagem: sites falsos e e-mails de phishing

Golpes Online Antes da Viagem_ sites falsos e e-mails de phishing

Os golpes não começam na viagem — começam na hora de planejá-la. Muitos viajantes caem em:

  • Sites falsos de companhias aéreas que aparecem no Google;
  • E-mails de “promoções relâmpago” com links maliciosos;
  • Anúncios falsos em redes sociais de pacotes “com tudo incluso” por preços irreais.

Esses golpes roubam não só seu dinheiro, mas também seus dados pessoais, usados depois para clonar documentos ou abrir contas.

Sinais de alerta:

  • Domínio do site diferente do oficial (ex: “booking-ofertas.com” em vez de “booking.com”);
  • Preço 20–30% mais baixo que a média do mercado;
  • Formulários que pedem cópia de RG, CPF e selfie sem justificativa clara.

Dica essencial: sempre digite o endereço do site manualmente ou acesse por favoritos salvos. Nunca clique em links de e-mails ou mensagens suspeitas.

E, antes de fechar qualquer compra, procure o CNPJ da empresa no Receita Federal (no Brasil) ou verifique avaliações em fóruns como Reddit ou TripAdvisor.


7. O que Fazer se Você Cair em um Golpe?

Mesmo com todos os cuidados, imprevistos acontecem. Se você for vítima de fraude:

  1. Registre um boletim de ocorrência (presencial ou online, dependendo do país);
  2. Bloqueie imediatamente seus cartões pelo app do banco;
  3. Notifique a plataforma (Airbnb, Booking, etc.) — muitas oferecem reembolso em casos comprovados;
  4. Contate o consulado brasileiro no exterior, se necessário.

Lembre-se: golpes são frustrantes, mas não definem sua viagem. A maioria dos destinos é segura, e a maioria das pessoas é honesta. Não deixe o medo atrapalhar sua curiosidade.


Conclusão: Viajar com olhos abertos, coração leve

Evitar golpes em viagens não é sobre desconfiar de todo mundo — é sobre conhecer os riscos reais e agir com inteligência. Com as dicas deste artigo, você já está muito mais preparado do que a maioria dos turistas.

Lembre-se: a melhor defesa é a prevenção. Um minuto gasto verificando um site, uma pergunta a mais ao guia, ou um cartão guardado com cuidado podem poupar horas de estresse — e centenas de reais.

Viajar é um dos maiores prazeres da vida. E com consciência, planejamento e um toque de cautela, sua próxima aventura será não só inesquecível, mas também totalmente segura.

E você, já caiu em algum golpe de viagem? Ou tem uma dica de segurança que salvou sua viagem? Compartilhe sua história nos comentários — sua experiência pode ajudar outros viajantes a evitarem os mesmos erros! 🌍✈️

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