Já imaginou se hospedar de graça — ou quase — em um hotel 4 estrelas só porque acumulou pontos em viagens anteriores? Pois saiba que isso não é sonho de viajante: é uma realidade acessível a qualquer pessoa que entenda como funcionam os programas de fidelidade de hospedagem.
Com o custo das viagens cada vez mais alto, saber usar esses programas pode ser o diferencial entre uma viagem apertada no orçamento e uma experiência relaxante e cheia de conforto. E o melhor: você não precisa ser um viajante corporativo ou gastar fortunas para aproveitar os benefícios.
Neste artigo, vamos te mostrar como economizar em hospedagem usando programas de fidelidade de forma estratégica, mesmo viajando poucas vezes por ano. Você vai descobrir quais programas valem mais a pena no Brasil e no exterior, como acumular e resgatar pontos com inteligência, e dicas práticas para transformar suas estadias em experiências mais baratas — ou até gratuitas.
Se você quer viajar mais gastando menos, continue lendo. Sua próxima hospedagem pode sair por uma fração do preço!
1. O que são programas de fidelidade de hospedagem (e por que valem a pena)
Programas de fidelidade de hotéis são sistemas criados por redes hoteleiras (como Marriott, Accor, IHG, Hilton, entre outras) para recompensar hóspedes frequentes. A cada diária paga, você ganha pontos que podem ser trocados por noites grátis, upgrades de quarto, café da manhã incluso, check-in antecipado e outros benefícios.
Mas aqui está o segredo: você não precisa se hospedar todo mês para ganhar vantagens. Muitos programas permitem acumular pontos de outras formas — como pagando contas no cartão de crédito parceiro, alugando carro ou até participando de promoções sazonais.
Exemplo prático: com cerca de 3 a 4 estadias por ano em hotéis da mesma rede, é possível garantir uma noite grátis em um hotel 4 estrelas na Europa ou nos EUA — algo que custaria facilmente R$ 800 a R$ 1.500.
Benefício concreto: mesmo viajando a lazer, você pode reduzir em 20% a 100% o custo da hospedagem ao longo do ano. Isso libera orçamento para passeios, restaurantes ou até uma viagem extra!
2. Os principais programas de fidelidade no Brasil e no mundo

Nem todos os programas são iguais. Alguns têm mais hotéis no Brasil, outros brilham no exterior. Veja os mais vantajosos em 2025:
✅ Accor Live Limitless (ALL)
- Ideal para quem viaja pelo Brasil, Europa e Ásia;
- Pontos acumulados valem em dinheiro (1.000 pontos = €20);
- Parceria com cartões de crédito brasileiros (como Santander e Itaú);
- Hotéis variam de Ibis Budget a Sofitel (ótimo para todos os bolsos).
✅ World of Hyatt
- Menos hotéis no Brasil, mas excelente valor no exterior;
- 12.000 pontos = 1 noite em hotel 4 estrelas (ex: Hyatt Regency);
- Oferece status elite rápido (basta 10 noites/ano);
- Sem cobrança de taxas no resgate de prêmios.
✅ IHG One Rewards (InterContinental, Holiday Inn, Staybridge)
- Muitos hotéis no Brasil e EUA;
- Programa simples e previsível (pontos não expiram com atividade a cada 12 meses);
- Cash + Points: pague parte em dinheiro, parte em pontos.
✅ Marriott Bonvoy
- Maior rede do mundo (mais de 8.800 hotéis);
- Bom para quem busca luxo: Ritz-Carlton, St. Regis, W Hotels;
- Exige mais pontos, mas oferece transferência de pontos de cartão de crédito (como Amex e Santander Free).
Dica estratégica: comece com um ou dois programas que tenham hotéis em seus destinos favoritos. Acumular em muitos ao mesmo tempo dilui seus pontos e atrasa os resgates.
3. Como acumular pontos mesmo sem se hospedar todo mês
A grande maioria das pessoas acha que precisa ser “viajante frequente” para usar fidelidade — mas isso é mito. Veja como ganhar pontos de outras formas:
✔️ Cartões de crédito com parceria
Muitos cartões no Brasil (como Santander Free, Itaú Premier, Amex Platinum) oferecem conversão direta de pontos para programas de hotel.
- Ex: 10.000 pontos Amex = 20.000 pontos Marriott;
- Alguns dão bônus de boas-vindas (até 100.000 pontos) — suficiente para 2-3 noites grátis.
✔️ Promoções sazonais
Redes como Accor e IHG lançam campanhas “ganhos dobrados” ou “2ª noite grátis em pontos”. Fique de olho nos e-mails ou no app do programa.
✔️ Compras online por portais de cashback
Plataformas como Méliuz, Ame ou Rakuten têm parceria com programas de fidelidade. Compre em lojas como Amazon, Netshoes ou Magazine Luiza e ganhe pontos extras de hotel.
✔️ Aluguel de carro e voos
Empresas como Hertz, Avis e LATAM permitem acumular pontos de hotel ao reservar. Às vezes, vale mais a pena do que acumular milhas!
Exemplo real: uma família gastou R$ 5.000 em compras no cartão parceiro da Accor no primeiro semestre. Resultado? 2 noites grátis no Ibis Styles em Lisboa — sem nunca ter se hospedado antes no grupo.
4. Dicas para resgatar pontos com inteligência (e evitar armadilhas)

Acumular é só metade da estratégia. Resgatar com sabedoria é o que transforma pontos em verdadeira economia.
🔹 Viaje na baixa temporada
Hotéis cobram menos pontos em períodos de baixa demanda. Uma noite que custa 60.000 pontos em julho pode sair por 35.000 em maio.
🔹 Use a opção “Cash + Points” com moderação
Às vezes, pagar metade em dinheiro e metade em pontos não é vantajoso. Sempre compare o valor total com o preço em dinheiro.
🔹 Busque hotéis “fora do centro” com bom acesso
Hotéis nos arredores de grandes cidades (ex: Paris, Nova York) costumam exigir menos pontos, mas ainda oferecem excelente localização.
🔹 Aproveite o status elite
Mesmo o nível básico (Silver ou Gold) pode dar check-in antecipado, late check-out e Wi-Fi grátis — benefícios que melhoram muito a experiência.
Atenção: evite resgatar pontos em hotéis muito baratos em dinheiro. Se uma diária custa R$ 150, mas exige 20.000 pontos (equivalentes a R$ 250 em valor real), não vale a pena.
Dica profissional: use o site Point.me ou AwardHacker (em inglês) para comparar o valor real dos seus pontos antes de resgatar.
5. Programas brasileiros: valem a pena?
Além das redes internacionais, o Brasil tem opções locais — mas com vantagens mais limitadas.
- Livelo + hotéis: você pode trocar pontos Livelo por estadias, mas a cotação é ruim (ex: 50.000 pontos = apenas 1 diária em hotel simples);
- TudoAzul + hotéis: mesmo problema — muitos pontos por pouco valor;
- Hotéis independentes: raramente têm programas próprios, mas vale perguntar por descontos para hóspedes frequentes.
Veredito: se você viaja só dentro do Brasil, o Accor ALL ainda é a melhor opção — tem Ibis, Mercure e Pullman em quase todas as capitais, com bom custo-benefício em pontos.
Por outro lado, se viaja internacionalmente, invista em World of Hyatt ou IHG, que oferecem mais transparência e valor real.
6. Erros comuns que fazem você perder pontos (e como evitá-los)
Mesmo quem entra no jogo da fidelidade pode cometer erros caros. Veja os mais frequentes:
❌ Não vincular a conta antes do check-in
Se você esquecer de colocar seu número de fidelidade na reserva, não ganha pontos — e depois é difícil recuperá-los.
❌ Deixar pontos expirarem
Muitos programas expiram pontos após 12-24 meses sem atividade. Uma compra simbólica (até online) ou troca mínima reseta o contador.
❌ Acumular em programas sem presença no seu destino
Não adianta ter 100.000 pontos da Marriott se não há hotel da rede onde você quer ir.
❌ Ignorar parcerias com companhias aéreas
Alguns programas permitem transferir pontos de hotel para milhas (ex: Marriott → LATAM Pass). Pode ser útil para quem prefere voos grátis.
Solução simples: escolha 1 programa principal, vincule seu cartão de crédito, ative notificações de promoções e use os pontos a cada 12 meses.
7. História real: como uma família se hospedou 7 noites na Europa gastando quase nada
Em 2024, a família Silva, de São Paulo, planejou uma viagem de 15 dias pela Europa. Com orçamento apertado, decidiram usar pontos:
- Acumularam 120.000 pontos Accor em 18 meses (via cartão de crédito + duas estadias no Brasil);
- Resgataram 4 noites em Paris (Ibis Styles – 10.000 pontos/noite na promoção);
- Usaram Cash + Points para mais 3 noites em Roma (pagaram R$ 120 + 8.000 pontos/noite).
Resultado? Economizaram mais de R$ 3.500 só em hospedagem — e ainda ganharam café da manhã grátis por terem status Silver.
Moral da história: você não precisa ser expert. Basta começar cedo, ser consistente e usar as regras a seu favor.
Conclusão: Viaje mais, pague menos — com inteligência
Programas de fidelidade de hospedagem não são privilégio de executivos ou viajantes constantes. São ferramentas poderosas ao alcance de qualquer pessoa que queira economizar com planejamento.
Ao escolher um programa alinhado aos seus destinos, usar cartões parceiros com sabedoria e resgatar pontos na hora certa, você transforma cada viagem em um investimento para a próxima. E, com o tempo, hospedar-se de graça em hotéis de qualidade deixa de ser exceção — e vira rotina.
Não espere acumular “muitos pontos” para começar. Comece hoje, mesmo com uma estadia simples. Cada ponto conta — e cada noite grátis é uma vitória.
E aí, qual programa de fidelidade você vai testar na sua próxima viagem? Já usou pontos para se hospedar? Compartilhe sua experiência nos comentários ou use este guia para planejar sua primeira redenção! 🧳✨

Fernando Oliveira é um entusiasta por viagens e gastronomia, explorando novos destinos e restaurantes em busca de experiências únicas. Apaixonado por liberdade financeira e alto desempenho, ele alia disciplina e curiosidade para viver de forma plena, cultivando hábitos que impulsionam seu crescimento pessoal e profissional enquanto desfruta do melhor que o mundo tem a oferecer.






