Já imaginou estar em Paris, admirando a Torre Eiffel, quando de repente sente uma dor aguda no estômago? Ou escorregar em uma trilha no Chile e torcer o tornozelo longe de qualquer hospital? Situações como essas não são raras — e, sem um seguro viagem adequado, podem se transformar em pesadelos financeiros (e emocionais).
Muitos viajantes ainda acreditam que o seguro viagem é “gasto desnecessário” ou que “nada vai acontecer comigo”. Mas emergências não avisam antes de acontecer — e os custos de atendimento médico no exterior podem ser dezenas de vezes mais altos que no Brasil.
Neste guia completo, você vai aprender como escolher o seguro viagem ideal para o seu destino, considerando tipo de viagem, perfil do viajante, coberturas essenciais, custo-benefício e dicas práticas para comparar planos sem se perder em letras miúdas.
Mais do que cumprir uma exigência (como nos países do Espaço Schengen), o seguro viagem é sua rede de segurança invisível — aquela que permite viajar com tranquilidade, sabendo que, mesmo diante do imprevisto, você estará protegido.
Vamos descomplicar esse processo juntos?
1. Por que o seguro viagem não é opcional (mesmo quando parece)
Comecemos com um dado real: uma consulta médica simples nos Estados Unidos pode custar mais de US$ 500. Uma internação de 3 dias? Facilmente ultrapassa US$ 20.000. E, ao contrário do que muitos pensam, o SUS não cobre atendimento no exterior — nem mesmo planos de saúde privados do Brasil têm cobertura internacional automática.
Além disso, países como os da Europa (Schengen), Cuba, Equador e até a Argélia exigem seguro viagem com cobertura mínima de €30.000 para entrada. Sem ele, você pode ser barrado na imigração, mesmo com passagem paga e hotel reservado.
Mas além das regras e dos custos, há outro fator crucial: tranquilidade. Saber que, se perder a mala, precisar de telemedicina, sofrer um acidente ou ter que antecipar a viagem por emergência familiar, você terá apoio 24h em português faz toda a diferença na experiência de viagem.
Portanto, o seguro viagem não é um “extra” — é parte essencial do planejamento, como passaporte e passagem.
2. Coberturas essenciais: o que não pode faltar no seu plano

Nem todo seguro viagem é igual. Alguns são superficiais; outros, verdadeiras redes de proteção. Ao comparar planos, fique atento a estas coberturas fundamentais:
- Assistência médica e hospitalar: mínimo de US$ 50.000 (ideal: US$ 100.000+). Inclua doenças preexistentes, se possível.
- Traslado médico de emergência: essencial para destinos remotos (ex.: trilhas no Peru, ilhas na Grécia).
- Repatriação sanitária: transporte de volta ao Brasil em caso de internação grave.
- Assistência odontológica de urgência: geralmente limitada a US$ 200–500, mas útil em casos de dor intensa.
- Perda, roubo ou avaria de bagagem: cobertura de US$ 500 a US$ 1.000.
- Cancelamento ou interrupção de viagem: reembolso de passagens e hospedagem não utilizadas por motivo de saúde (sua ou de familiar próximo).
Coberturas extras úteis (dependendo do perfil):
- Prática de esportes: surfe, mergulho, esqui, trilhas — muitos planos básicos não cobrem atividades de risco.
- Telemedicina 24h: consulta por vídeo com médico brasileiro — ótimo para orientação rápida.
- Assistência jurídica: raro, mas valioso em casos de prisão acidental (ex.: confusão em boate na Tailândia).
💡 Dica prática: leia o contrato completo, não só a propaganda. Muitas seguradoras incluem “exclusões” disfarçadas — como não cobrir viagens acima de 2.500 metros de altitude (comum nos Andes!).
3. Como o seu destino influencia na escolha do seguro
Não existe “seguro ideal” universal — o plano perfeito varia conforme para onde você vai e o que pretende fazer.
Europa (especialmente Schengen)
- Exige comprovante de seguro com mínimo de €30.000 em assistência médica.
- Escolha planos com cobertura acima desse valor (ex.: €50.000–€100.000) para maior segurança.
- Dê preferência a seguradoras com parceria local (ex.: Allianz, AXA) para atendimento rápido.
Estados Unidos, Canadá e Japão
- Custos médicos extremamente altos.
- Opte por cobertura mínima de US$ 100.000.
- Verifique se há rede credenciada (alguns planos exigem reembolso posterior — inviável em emergências).
América Latina (Argentina, Chile, México etc.)
- Custos mais baixos, mas hospitais de qualidade variam muito.
- Planos com US$ 50.000 já são suficientes — mas inclua traslado aéreo se for a zonas rurais.
Destinos de aventura (Nova Zelândia, Costa Rica, Montanhas do Nepal)
- Atividades radicais exigem cobertura específica.
- Confirme se o seguro inclui trekking, mergulho com cilindro, esqui, rafting, etc.
Além disso, viagens longas (acima de 90 dias) exigem planos especiais para longa permanência, com renovação mensal.
4. Dicas práticas para comparar e comprar com inteligência
Com tantas opções (Seguros Promo, Real Seguro Viagem, Assistente de Viagem, GTA, Allianz, etc.), como escolher? Siga estas etapas:
1. Use comparadores confiáveis
Sites como Seguros Promo ou Compara Seguro Viagem permitem filtrar por:
- Destino
- Datas
- Idade do viajante
- Atividades
- Coberturas específicas
Eles mostram preço, cobertura e avaliação de clientes lado a lado.
2. Não escolha só pelo preço mais baixo
Um seguro de R$ 80 pode parecer irresistível… até você descobrir que não cobre bagagem ou exige reembolso com burocracia absurda.
Invista um pouco mais por um plano com apoio 24h em português e assistência direta (sem reembolso).
3. Considere seu perfil
- Viajantes acima de 65 anos: precisam de planos especiais (mais caros, mas essenciais).
- Famílias com crianças: inclua cobertura para doenças comuns (gastroenterite, otite).
- Viajantes com doenças crônicas: verifique se há cobertura para complicações de condições pré-existentes.
4. Compre com antecedência (mas não muito cedo)
Você pode contratar até no dia da viagem, mas o ideal é 7 a 15 dias antes — assim, se precisar cancelar a viagem por emergência, o seguro pode cobrir.
✨ Bônus: muitos cartões de crédito oferecem seguro viagem gratuito — mas só se você pagar a passagem com o cartão e atender a critérios rígidos. Leia o regulamento!
5. Caso real: como um seguro salvou minha viagem à Tailândia

Em 2023, durante uma viagem a Phuket, comecei a sentir fortes dores abdominais. Era apendicite aguda.
Graças ao seguro viagem (com cobertura de US$ 150.000 e assistência direta), fui levado a um hospital internacional, operei no mesmo dia e não paguei nada. A central de atendimento em português fez tudo: autorizou o procedimento, reservou quarto privativo e até enviou um intérprete.
Sem o seguro, a conta teria sido mais de R$ 40.000 — e eu teria precisado pedir empréstimo do meu pai no Brasil.
Essa experiência me ensinou: o seguro não é para o “pior cenário”. É para que o pior cenário não destrua sua vida.
6. Checklist: o que verificar antes de fechar o seguro
Antes de confirmar a compra, responda a estas perguntas:
✅ O plano cobre meu destino específico (incluindo ilhas ou regiões remotas)?
✅ A cobertura médica é acima de US$ 50.000 (ou €50.000 na Europa)?
✅ Inclui traslado médico e repatriação?
✅ Cobertura para minhas atividades planejadas (ex.: mergulho, esqui)?
✅ Há assistência 24h em português com telefone local no destino?
✅ O atendimento é direto (sem reembolso) ou preciso pagar e pedir ressarcimento depois?
✅ O contrato não exclui doenças preexistentes de forma abusiva?
Se respondeu “sim” à maioria, você está no caminho certo!
Conclusão: viaje com liberdade — e responsabilidade
Escolher o seguro viagem ideal não é sobre medo. É sobre respeito pela sua jornada, pelo seu bem-estar e pelo seu bolso.
Uma viagem bem planejada não termina na escolha do hotel ou na compra da passagem. Ela se completa quando você sabe que, mesmo diante do imprevisto, seguirá em frente com dignidade e segurança.
Portanto, não subestime esse passo. Invista tempo para comparar, leia os detalhes e escolha um plano que combine com seu estilo de viagem — não com o do vizinho.
Lembre-se: o melhor seguro é aquele que você espera nunca usar… mas agradece profundamente por ter contratado.
E você? Já teve que usar seu seguro viagem? Conte sua experiência nos comentários — ou compartilhe este guia com alguém que está planejando uma viagem! Sua dica pode poupar um amigo de uma dor de cabeça (ou uma conta hospitalar) inesperada.

Fernando Oliveira é um entusiasta por viagens e gastronomia, explorando novos destinos e restaurantes em busca de experiências únicas. Apaixonado por liberdade financeira e alto desempenho, ele alia disciplina e curiosidade para viver de forma plena, cultivando hábitos que impulsionam seu crescimento pessoal e profissional enquanto desfruta do melhor que o mundo tem a oferecer.






